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Web3 não é o futuro!

31 de outubro de 2022

Felipe Monteiro

A web 3.0 chegou! E ela vem pra revolucionar a forma com que as nossas informações são tratadas no ambiente digital. E deixa eu adivinhar, você não sabe nem qual é a 1.0? Calma! Hoje você sai daqui afiado e por dentro desse novo movimento que está reconstruindo a forma com que nos comportamos na internet.

 

Como chegamos até a Web3?

Antes de qualquer coisa, é necessário entender os primórdios da web e como isso vem influenciando na vida das pessoas. As variações que conhecemos hoje nem sempre foram assim.

 

Web 1.0

 

Em 1991, nasce o que conhecemos hoje como internet ou web 1.0, que permitia conectar diversos computadores por meio de rede e a partir disso, o mercado se adaptou. Mas, é importante lembrar que não era da forma que consumimos hoje. No início, os sites foram responsáveis por organizar boa parte do conteúdo online que estava espalhado. Mas, não havia interação. Apenas as páginas online para leitura.

 

Web 2.0

A partir de 2004, tivemos a chegada da segunda era da web, que foi marcada pela interação. Agora, o objetivo principal era a personalização do conteúdo que estava online. Antes, tínhamos assuntos genéricos e não segmentados. Com a nova fase da web, ganha-se a possibilidade de anúncios personalizados, já que a partir disso, os sites tinham seu público específico definido e comprovado por ferramentas de análise e nesse cenário, nascem as mídias sociais.

Mas, como nem tudo são só flores, isso foi elevado a um nível que as grandes marcas puderam ter acesso a quase qualquer informação do usuário. Isso porque, além de obtermos mais informações dos sites, eles também podem fazer o inverso e com muito mais tecnologia do que o usuário. Além disso, tivemos a chegada de grandes empresas do mercado ao ambiente digital. Quem nunca falou sobre um produto e misteriosamente depois, recebe um anúncio exatamente sobre aquilo. Com esses excessos, criou-se demanda para o surgimento da web3.

 

Web 3.0

 

Se tivéssemos que definir essa fase em um nome, seria descentralização. Mas, como isso acontece? Com a chegada das criptomoedas, tivemos também a popularização da Blockchain, que agora sem um “dono”, não é mais possível que as informações fiquem armazenadas somente em um único servidor de uma empresa, como é o caso da web 2.0. A censura do que pode ser postado ou não, já não existe na web3. 

A falta de privacidade que existiu na era anterior, já não está mais aqui. Já que não será possível a coleta de informações, tendo em vista que as ferramentas que estão surgindo já vêm com a premissa de impedir isso, graças a tecnologia do blockchain.

 

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Para casos de conteúdos impróprios ou de violência, o processo é feito de forma democrática entre os usuários. Em casos de invasões, o hacker teria que invadir todos os computadores daquele ecossistema ao mesmo tempo para ter “sucesso” na tentativa. Nesse sentido, já estão surgindo ferramentas e iniciativas que estão cada vez mais tirando as informações das mãos das empresas e entregando aos usuários. Como por exemplo:

 

  • Brave – Esse é um novo navegador já adaptado para a web3, que impede que sites façam a coleta da sua informação. Além disso, ele oferece a possibilidade de permitir e ainda te recompensa por isso em sua própria criptomoeda. Isso fica, então, a seu critério.
  • AlmaDAO – Temos aqui um grupo de pessoas que buscam trazer inovações que visam contribuir para o avanço da web 3.0. Nomes famosos do mercado de criptomoedas e de outras gigantes empresas, como Mercado Bitcoin e Reserva compõem essa iniciativa.
  • E-games – Aqui especificamente, não é oriunda diretamente da web3, mas diversas empresas de times de e-games estão investindo nesse mercado, como é o caso da LOUD e Los Grandes, além de trabalharem para a expansão de projetos que incentivem o crescimento do metaverso, que é uma tecnologia que falaremos num outro dia.

 

Esses foram apenas alguns exemplos de iniciativas e ferramentas que já trabalham em prol da expansão e crescimento dos componentes da web3. Por ser um assunto muito extenso, mais adiante traremos mais desdobramentos e como isso pode servir como um oxigênio para o universo das startups, principalmente aqui no Brasil. Até a próxima!